Frei Martinho: uma herança viva da fé cristã

Santo.png

Frei Martinho Jansweid, frade alemão que chegou à Paraíba no ano de 1911, é o fundador da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em João Pessoa, bairro de Jaguaribe, que foi concluída no ano de 1929.

O religioso nasceu na Colônia, cidade da Alemanha, no dia 5 de dezembro de 1876. Ingressou na Ordem dos Frades Franciscanos Menores em 13 de maio de 1894. Sua disposição e entusiasmo para a catequese contribuíram para que os superiores o transferisse para o Norte do Brasil com apenas dois meses de noviciado. O franciscano estudou Filosofia e Teologia no Convento de Salvador (Bahia) e alcançou a ordenação sacerdotal em 22 de dezembro de 1900, através do Arcebispo Primaz D. Jerônimo Tomé da Silva.

No ano de 1911, Frei Martinho foi transferido para a Paraíba, onde dedicou-se ao Colégio Seráfico Santo Antônio, rebatizado como Escola Apostólica, que funcionava num anexo da Igreja de São Pedro Gonçalves, em João Pessoa.

São incontáveis o número de retiros e missões pregados no interior, por este frade incansável, que percorria os longínquos rincões da Paraíba e do Ceará montado a cavalo ou mesmo a pé.

“Além de missões populares, Frei Martinho era constantemente convidado para dirigir retiros espirituais especializados, inclusive para o Clero de João Pessoa e de Cajazeiras. Seu nome ficou imortalizado pelo soerguimento da monumental edificação do antigo Curato e atual Matriz e Convento de Nossa Senhora do Rosário, coadjuvado por seus não menos dignos e saudosos irmãos de hábito: Frei Joaquim Benke, Frei Amadeu Laumann e Frei Romualdo Krupelman”, destacou o Cônego Eurivaldo Caldas Tavares, em artigo sobre a passagem dos 50 anos da morte de Frei Martinho, no ano de 1980.

Somente na Diocese de Cajazeiras, Frei Martinho fundou as fraternidades de Souza, Pombal, Cajazeiras, Itaporanga, São João do Rio do Peixe, Malta e Catolé do Rocha. As fraternidades de Malta e Pombal não existem mais. Ao todo foram 17 fraternidades franciscanas na Paraíba e no Ceará, da Ordem Franciscana Secular, antigamente chamada Ordem Terceira. Além disso, o Frei é autor da construção de cinco grandes igrejas na Paraíba, no período de 1911 a 1930: Nossa Senhora do Rosário, em Jaguaribe – João Pessoa; Nossa Senhora da Conceição, na cidade de São Mamede; Nossa Senhora da Conceição, em Itaporanga; Nossa Senhora da Conceição, em Taperoá; e Nossa Senhora da Conceição, no município de Barra de Santa Rosa.

“Se São Francisco de Assis foi o fundador da Ordem Terceira, em 1.221, Frei Martinho deu continuidade, através dos séculos, à expansão da grande obra de Francisco: fundou em nosso Estado cerca de 25 Fraternidades”, registra o Irmão João Belísio de Araújo também em artigo sobre os 50 anos de morte do franciscano fundador da Igreja do Rosário.

Cônego Eurivaldo observava em 1980, que o bairro de Jaguaribe, nasceu e se desenvolveu em torno da Capelinha e casa anexa, da Avenida 1º de Maio, que Frei Martinho e seus companheiros elegeram para dali fazerem o centro da vida cristã de enorme parcela de nossa Comunidade religiosa.

Em 26 de julho de 1930, o arcebispo D. Adauto de Miranda Henriques concedeu-lhe a bênção e dele se despediu, visto que Frei Martinho pediu a extrema-unção e ao Santo Viático (comunhão eucarística dada àqueles que estão prestes a morrer). No dia seguinte após a Comunhão, ele perde seus sentidos. Faleceu na madrugada do dia 28, aos 54 anos de idade. Seu corpo se encontra na Cripta da Igreja do Rosário, em Jaguaribe, onde é visitado por centenas de fiéis, todos os anos.

Ao longo do tempo o religioso foi homenageado de diversas formas pelo povo. No Curimataú paraibano, existe o município Frei Martinho, a 288,2 km da capital e hoje tem cerca de 3 mil habitantes. No ano de 2005, o Convento do Rosário publicou a coletânea Frei Martinho – Uma Herança Viva da Fé Cristã, em ocasião aos 75 anos da morte do franciscano que evangelizou na Paraíba por cerca de 19 anos (1911-1930). A publicação teve apresentação dos Freis Anastácio Ribeiro, Hermano Heyens e Vito Hoffmann. O livro contém depoimentos e testemunhos sobre a vida de Frei Martinho Jansweid.

PASCOM

Fonte: Frei Martinho – Uma Herança Viva da Fé Cristã

One thought on “Frei Martinho: uma herança viva da fé cristã”

  1. Martinho Ramalho de Melo disse:

    Minha mãe, admiradora da atuação de Frei Martinho na Paraiba , das missões e da sua obra evangelizadora me batizou e registrou com o seu prenome Martinho.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Top